Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9710
Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Estudo epidemiológico de pacientes com esclerose múltipla.pdf56.68 kBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir
Tipo: Artigo de Evento
Título: Estudo epidemiológico de pacientes com esclerose múltipla diagnosticados e acompanhados no ambulatório de neurologia do Hospital Universitário da UFJF
Autor(es): Ferreira, Ana Paula
Gomes, Natália de Andrade
Brandi, Juliana da Silva
Curzio, Bianca Azevedo
Flauzino, Priscila de Souza
Alves, Caio César de Souza
Teixeira, Henrique Couto
Souza, Maria Aparecida de
Resumo: Introdução e Objetivo: A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto-imune de natureza inflamatória, apresentando heterogeneidade clínica, patológica e imunológica que atinge o sistema nervoso central, causando incapacidade funcional em cerca de 50% dos pacientes. Essa doença apresenta maior prevalência entre mulheres, onde os sintomas clínicos geralmente surgem entre os 20 e 40 anos de idade. O objetivo desse trabalho avaliou o perfil epidemiológico de pacientes com EM e acompanhados no ambulatório de Neurologia do Hospital Universitário da UFJF e avaliar o perfil de citocinas e quimiocinas em um caso de esclerose Múltipla familiar. Metodologia e Resultados: Inicialmente, realizou-se um levantamento dos dados dos prontuários dos pacientes atendidos no HU-UFJF no período de 1996 a 2007. Desses, foram selecionados 26 pacientes, os quais contemplavam os critérios de Mc Donald para diagnóstico de EM. A razão de gênero foi de 56 mulheres para cada homem. A apresentação clínica surto-remitente foi identificada em 50% dos pacientes, a forma progressiva-secundária em 30% e a forma progressiva-primária em 20%. Observou-se que 73.6 % utilizavam inunomoduladores; 58% já se submeteram a pulsoterapia; 32% foram tratados com imunossupressores; 30,7% apresentaram sintomas adversos, tais como febre, mialgia e hipersensibilidade local, devido ao uso de imunomoduladores. Adicionalmente, foram avaliados os perfis de citocinas e quimiocinas em três irmãs. Dentre essas, duas são gêmeas monozigóticas discordantes para esclerose múltipla e, outra irmã fraterna, também portadora da doença e em tratamento com IFN-beta1a. Os níveis de citocinas e quimiocinas presentes no sobrenadante de células mononucleares do sangue periférico das pacientes após estímulo com PHA (phytohaemagglutinin) por 48 horas foram avaliados pelo método CBA ( Cytometric Bead Array). Os níveis de IFN-gama e TNF-alfa detectados nas irmãs afetadas por EM foram menores que aqueles obtidos na irmã gêmea saudável. Já os níveis de IL-4, IL-6 e IL-10 foram maiores na irmã fraterna efetada àqueles detectados na gêmea afetada. Esses dados sugerem que essas citocinas têm papel importante na progressão da doença. Além disso, a utilização do tratamento com IFN-beta1a pela irmã fraterna afetada pode estar proporcionando o aumento dos níveis dessas citocinas. Com relação às quimiocinas, valores detectáveis foram observados apenas no sobrenadante de PBMC da irmã saudável, sugerindo que na EM estas quimiocinas podem estar diminuídas. Conclusão: Em conjunto, estes dados sugerem que a terapia com IFN-beta1a interfere na progressão da EM, pela indução de mecanismos imunorregulatórios mediados principalmente por IL-10.
Abstract: -
Palavras-chave: -
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9710
Data do documento: 2008
Aparece nas coleções:Seminário de Iniciação Científica



Os itens no repositório estão protegidos por licenças Creative Commons, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.