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Clase: Dissertação
Título : Efeito do exercício físico intradialítico com realidade virtual na força muscular de membros inferiores em pacientes com doença renal crônica: um ensaio clínico randomizado
Autor(es): Pinton, Marcelly Oliveira
Orientador: Reboredo, Maycon de Moura
Co-orientador: Lucinda, Leda Marília Fonseca
Miembros Examinadores: Franco, Marcia Regina Gianotti
Miembros Examinadores: Jesus, Luciana Angélica da Silva de
Resumo: Introdução: A doença renal crônica (DRC) frequentemente leva à perda de força muscular, redução funcional e piora da qualidade de vida. O exercício intradialítico surge como estratégia eficaz para mitigar esses efeitos e o uso da realidade virtual (RV) representa uma abordagem inovadora para potencializar seus benefícios. Objetivos: O objetivo primário foi comparar o efeito do exercício físico intradialítico com RV sobre a força muscular de membros inferiores, nas duas primeiras e nas duas últimas horas da hemodiálise. Os objetivos secundários foram avaliar o impacto desse exercício na QV, atividade física, função cognitiva e função física. Métodos: Ensaio clínico randomizado conduzido entre 2021 e 2024, com pacientes brasileiros e espanhóis. Os pacientes foram randomizados para realizar o exercício nas duas primeiras (Grupo 1-2) ou nas duas últimas horas da hemodiálise (Grupo 3-4). A intervenção consistiu em programa de exercícios para fortalecimento e resistência de membros inferiores com RV não imersiva (“Treasure Hunt”) por 12 semanas, duas a três vezes/semana, com progressão orientada pela Escala de BORG (6-20). O desfecho primário foi a força de membros inferiores, avaliada por dinamometria dos músculos abdutores e flexores de quadril e flexores plantares de tornozelo. Os desfechos secundários foram QV (questionário SF36), nível de atividade física (Perfil de Atividade Humana), estado cognitivo (MiniMental) e função física (força de preensão manual, velocidade de marcha de 4 metros e teste de sentar-levantar de 10 repetições). Resultados: Participaram 57 pacientes, sem diferenças significativas entre os grupos relacionadas à idade (67.8 ± 14.8 vs. 68.2 ± 12.0 anos) e características clínicas. Os participantes brasileiros (n=23 vs. n=34) eram mais jovens (60.3±13.2 vs. 73.4±10.9; p<0,001), tinham mais tempo em hemodiálise (104.7±87.0 vs. 49.2±55.5; p<0,001) e apresentaram menor Kt/V (1.6±0.2 vs. 1.8±0.3; p=0,002). Houve aumento da força muscular em ambos os grupos. Os maiores ganhos ocorreram nos flexores do quadril direito (Δ= 16,7 N no Grupo 3-4 e Δ= 8,1 N no Grupo 1-2, p<0,001) e abdutores do quadril direito (Δ= 19.9 N no Grupo 3-4 e Δ= 7.8 N no Grupo 1-2, p<0,001). A flexão plantar do tornozelo não apresentou melhora significativa. Na QV, o domínio vitalidade do SF-36 apresentou melhora significativa (Δ= 15.0 no Grupo 1-2 e Δ= 1.0 no Grupo 3-4; p=0,025), sem diferença entre grupos. Não foram observadas diferenças no nível de atividade física ou função cognitiva. A interação grupo-tempo foi significativa para a velocidade da marcha, com aumento no Grupo 3-4 (0,14 m/s vs. -0,05 m/s, p=0,007). No teste STS-10, observou-se melhora em ambos os grupos (-1.0 s no Grupo 1-2 vs. -4.8 s no Grupo 3-4, p=0,02), significativa apenas para o Grupo 3-4 (p<0,001). Houve melhora significativa da força de preensão manual à direita (0,7–1,9 kgf; p=0,031) e à esquerda (1,4–2,2 kgf; p=0,009). Conclusão: O exercício com RV não imersiva pode ser realizado em qualquer momento da hemodiálise, melhorando a força e função muscular sem impacto relevante na QV, atividade física ou cognição.
Resumen : Introduction: Chronic kidney disease (CKD) frequently leads to muscle weakness, functional decline, and reduced quality of life (QoL). Intradialytic exercise has emerged as an effective strategy to mitigate these effects, and the use of virtual reality (VR) represents an innovative approach to enhance its benefits. Objectives: The primary objective was to compare the effects of intradialytic VR exercise performed during the first two versus the last two hours of hemodialysis on lower-limb muscle strength. Secondary objectives were to evaluate its impact on QoL, physical activity, cognitive function, and physical performance. Methods: This randomized clinical trial was conducted between 2021 and 2024 with Brazilian and Spanish patients. Participants were randomized to perform exercise during either the first (Group 1–2) or the last two hours of hemodialysis (Group 3–4). The intervention consisted of a 12-week non-immersive VR lowerlimb strengthening and endurance program (“Treasure Hunt”), performed two to three times per week, with progression guided by the Borg Scale (6–20). The primary outcome was lower-limb muscle strength, assessed using dynamometry of hip abductors, hip flexors, and ankle plantar flexors. Secondary outcomes included QoL (SF-36), physical activity level (Human Activity Profile), cognitive function (Mini-Mental State Examination), and physical performance (handgrip strength, 4-meter gait speed, and 10-repetition sit-to-stand test). Results: A total of 57 patients participated, with no significant differences between groups regarding age (67.8 ± 14.8 vs. 68.2 ± 12.0 years) or clinical characteristics. Brazilian participants (n=23 vs. n=34) were younger (60.3±13.2 vs. 73.4±10.9; p<0.001), had longer dialysis vintage (104.7±87.0 vs. 49.2±55.5; p<0.001), and lower Kt/V (1.6±0.2 vs. 1.8±0.3; p=0.002). Muscle strength increased in both groups, with greater gains in right hip flexors (Δ=16.7 N in Group 3–4 vs. Δ=8.1 N in Group 1–2; p<0.001) and right hip abductors (Δ=19.9 N vs. Δ=7.8 N; p<0.001). Ankle plantar flexion showed no significant improvement. Regarding QoL, the vitality domain of SF-36 improved significantly over time (Δ=15.0 in Group 1–2 and Δ=1.0 in Group 3–4; p=0.025), with no differences between groups. No significant changes were observed in physical activity or cognitive function. A significant group-by-time interaction was found for gait speed, with improvement in Group 3–4 (0.14 m/s vs. –0.05 m/s; p=0.007). In the STS-10 test, both groups improved (–1.0 s vs. –4.8 s; p=0.02), with significance only for Group 3–4 (p<0.001). Handgrip strength increased significantly on the right (0.7–1.9 kgf; p=0.031) and left (1.4–2.2 kgf; p=0.009) sides. Conclusion: Non-immersive VR exercise can be safely performed at any point during the hemodialysis session, improving muscle strength and function without significant effects on QoL, physical activity, or cognition.
Palabras clave : Doença renal crônica
Hemodiálise
Exercício
Realidade virtual
doença renal crônica
Hemodiálise
Chronic kidney disease
Hemodialysis
Exercise
Virtual reality
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Idioma: por
País: Brasil
Editorial : Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla de la Instituición: UFJF
Departamento: Faculdade de Fisioterapia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional
Clase de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI : https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20125
Fecha de publicación : 12-dic-2025
Aparece en las colecciones: Mestrado em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional (Dissertações)



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