https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20863| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| Clase: | Tese |
| Título : | O agravamento da precarização do trabalho doméstico remunerado no Brasil em face da pandemia de Covid-19 |
| Autor(es): | Campos, Mônica Vasconcellos Barral |
| Orientador: | Arribas, Célia da Graça |
| Miembros Examinadores: | Pinto, Renata de Almeida Bicalho |
| Miembros Examinadores: | Castro, Maria Cristina Drummond e |
| Miembros Examinadores: | Schneider, Élen Cristiane |
| Miembros Examinadores: | Lopes, Flávia Valério |
| Resumo: | Esta pesquisa investiga o agravamento da precarização do trabalho doméstico remunerado no Brasil durante a pandemia de Covid-19, analisando como a crise sanitária intensificou desigualdades historicamente estruturadas por relações de gênero, raça e classe. A relevância do estudo reside na centralidade do trabalho doméstico para a reprodução social e econômica, bem como na persistência de sua invisibilização e desproteção, apesar dos avanços legais conquistados nas últimas décadas. A pesquisa parte da seguinte questão: em que medida a pandemia de Covid-19 intensificou processos preexistentes de precarização do trabalho doméstico remunerado e quais mecanismos institucionais, econômicos, sociais e simbólicos contribuíram para esse agravamento? O objetivo consiste em compreender a relação entre a pandemia e o aprofundamento da precarização dessa categoria profissional, tomando a realidade brasileira como particularidade analítica e priorizando a experiência das trabalhadoras domésticas negras. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quanti-qualitativa, de natureza descritiva e explicativa, fundamentada em análise documental, levantamento e tratamento de indicadores oficiais, análise de conteúdo de notícias de livre acesso publicadas em veículos jornalísticos nacionais e análise de publicações das páginas do Instagram @euempregadadomestica e @fenatrad.br. O referencial teórico fundamenta-se no feminismo interseccional, na colonialidade do poder e do gênero e nas teorias da reprodução social, permitindo compreender como raça, gênero e classe estruturam a divisão social do trabalho e produzem diferentes níveis de vulnerabilidade. A tese está organizada em dez capítulos, que abordam a construção histórica do trabalho doméstico remunerado, seu marco jurídico, as desigualdades estruturais, os indicadores quantitativos da categoria, as violências e formas de precarização, a atuação do Estado durante a pandemia, as estratégias de resistência das trabalhadoras e as narrativas produzidas pela mídia. Os resultados evidenciam que a pandemia não inaugurou a precarização do trabalho doméstico remunerado, mas aprofundou desigualdades históricas já existentes, ampliando a informalidade, a desproteção social, a exposição à violência, a exploração afetiva, a vulnerabilidade econômica e a sobrecarga de mulheres negras. Os achados demonstram ainda a insuficiência das políticas públicas implementadas no período, a persistência de mecanismos estruturais de subalternização e a importância das organizações coletivas e das redes digitais na produção de resistência e visibilidade política. Como contribuição, a pesquisa amplia a compreensão sobre as múltiplas dimensões da precarização do trabalho doméstico remunerado em contextos de crise, oferecendo subsídios para o debate acadêmico e para a formulação de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, raça e classe e à valorização do trabalho de cuidado. |
| Resumen : | This research investigates the worsening precarization of paid domestic work in Brazil during the COVID-19 pandemic, examining how the health crisis intensified inequalities historically structured by relations of gender, race, and class. The relevance of this study lies in the central role of paid domestic work in social and economic reproduction, as well as in the persistence of its invisibility and lack of protection despite the legal advances achieved over recent decades. The research is guided by the following question: To what extent did the COVID-19 pandemic intensify pre-existing processes of precarization in paid domestic work, and which institutional, economic, social, and symbolic mechanisms contributed to this worsening? The study aims to understand the relationship between the pandemic and the deepening precarization of this occupational category, taking the Brazilian context as its analytical particularity while prioritizing the experiences of Black domestic workers. This is a mixed-methods (quantitative and qualitative), descriptive, and explanatory study based on documentary analysis, the collection and analysis of official statistical indicators, content analysis of freely accessible news articles published in Brazilian media outlets, and analysis of posts published on the Instagram accounts @euempregadadomestica and @fenatrad.br. The theoretical framework is grounded in intersectional feminism, the coloniality of power and gender, and social reproduction theory, enabling an understanding of how race, gender, and class structure the social division of labor and produce different levels of vulnerability. The thesis is organized into ten chapters covering the historical development of paid domestic work, its legal framework, structural inequalities, quantitative indicators of the occupation, forms of violence and precarization, the role of the State during the pandemic, workers' strategies of resistance, and media narratives about domestic work. The findings demonstrate that the pandemic did not initiate the precarization of paid domestic work but rather intensified long-standing inequalities, increasing informality, social insecurity, exposure to violence, emotional exploitation, economic vulnerability, and the burden borne by Black women. The results also reveal the inadequacy of the public policies implemented during the period, the persistence of structural mechanisms of subordination, and the importance of collective organizations and digital networks in fostering resistance and political visibility. This study contributes to a broader understanding of the multiple dimensions of the precarization of paid domestic work in times of crisis, providing support for academic debate and for the formulation of public policies aimed at promoting gender, racial, and social equality, as well as recognizing and valuing care work. |
| Palabras clave : | Trabalho doméstico remunerado Interseccionalidade Trabalho do cuidado Precarização do trabalho Políticas públicas Paid domestic work Intersectionality Care work Labor precarization Public policies |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editorial : | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla de la Instituición: | UFJF |
| Departamento: | ICH – Instituto de Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais |
| Clase de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI : | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20863 |
| Fecha de publicación : | 12-jun-2026 |
| Aparece en las colecciones: | Doutorado em Ciências Sociais (Teses) |
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