https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20782| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| hannahgoesdasilva.pdf | PDF/A | 1.86 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Tipo: | Dissertação |
| Título: | O Hip-hop é o que o Hip-hop faz: a influência da cultura Hip-hop na produção de espacialidades e mobilização juvenil no bairro Dom Bosco, Juiz de Fora - MG |
| Autor(es): | Silva, Hannah Góes da |
| Primeiro Orientador: | Cassab, Clarice |
| Membro da banca: | Oliveira, Denilson Araújo de |
| Membro da banca: | Fonseca, Helena Rizzatti |
| Resumo: | Esta dissertação investiga as influências da cultura Hip-Hop na produção de espacialidades e na mobilização juvenil no bairro Dom Bosco, em Juiz de Fora (MG). O estudo parte do reconhecimento de que as periferias urbanas brasileiras se constituem como territórios marcados por processos históricos de segregação e racismo estrutural, mas também por práticas culturais de resistência. O Hip-Hop é analisado como uma pedagogia espacial capaz de promover leituras críticas do território, construção de identidades coletivas e mobilização por direitos. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa fundamentada na pesquisa-ação participativa, com a realização de oficinas dos elementos do Hip-Hop e aplicação de questionários diagnósticos com jovens do bairro. O referencial teórico articula conceitos de produção racializada do espaço, direito à cidade, territorialidades e literacia espacial, dialogando com autores como Lefebvre (1991), Harvey (2014), Santos (2006), Rolnik (1989), Gonzalez (1982), Almeida (2019), Oliveira (2006) e Gomes (2017). A questão central interroga como o Hip-Hop fortalece o pertencimento, a identidade e o incentivo à mobilização por direitos. Os dados empíricos evidenciam que oficinas territorializadas produzem transformações qualitativas nas percepções juvenis, manifestadas pelo desenvolvimento de um vocabulário político-cultural e pela capacidade ampliada de imaginar intervenções no território. Os processos de literacia espacial identificados revelam vínculos entre identidades artísticas e localizações geográficas que operam para afirmar a dignidade territorial. Conclui-se que o Hip-Hop atua como uma pedagogia de resistência que valoriza trajetórias periféricas, oferecendo um modelo metodológico replicável para práticas formativas com juventudes e para o debate sobre justiça espacial nas cidades brasileiras. |
| Abstract: | This dissertation investigates the influences of Hip-Hop culture on the production of spatialities and youth mobilization in the Dom Bosco neighborhood, in Juiz de Fora (Minas Gerais, Brazil). The study starts from the recognition that Brazilian urban peripheries are constituted as territories marked by historical processes of segregation and structural racism, but also by cultural practices of resistance. Hip-Hop is analyzed as a spatial pedagogy capable of promoting critical readings of the territory, the construction of collective identities, and mobilization for rights. The research adopts a qualitative approach based on participatory action research, conducting workshops on the elements of Hip-Hop and applying diagnostic questionnaires with youth from the neighborhood. The theoretical framework articulates concepts of the racialized production of space, the right to the city, territorialities, and spatial literacy, dialoguing with authors such as Lefebvre (1991), Harvey (2014), Santos (2006), Rolnik (1989), Gonzalez (1982), Almeida (2019), Oliveira (2006), and Gomes (2017). The central question examines how Hip-Hop strengthens belonging, identity, and the incentive to mobilize for rights. Empirical data show that territorialized workshops produce qualitative transformations in youth perceptions, manifested by the development of a political-cultural vocabulary and an expanded capacity to imagine interventions in the territory. The identified spatial literacy processes reveal links between artistic identities and geographic locations that operate to affirm territorial dignity. The study concludes that Hip-Hop acts as a pedagogy of resistance that values peripheral trajectories, offering a replicable methodological model for educational practices with youth and for the debate on spatial justice in Brazilian cities. |
| Palavras-chave: | Hip-hop Juventude negra Periferia urbana Direito à cidade Territorialidade Juiz de Fora Black youth Urban periphery Right to the city Territoriality |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla da Instituição: | UFJF |
| Departamento: | ICH – Instituto de Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Geografia |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20782 |
| Data do documento: | 4-Mar-2026 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Geografia (Dissertações) |
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