https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20623| Type: | Dissertação |
| Title: | Limpeza e desinfecção de superfícies clínicas de alta incidência ao toque em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência |
| Author: | Medeiros, Márcio |
| First Advisor: | Alvim, André Luiz Silva |
| Co-Advisor: | Nascimento, Thiago César |
| Referee Member: | Santos Júnior, Aires Garcia dos |
| Referee Member: | Garcia, Patricia Guedes |
| Resumo: | No Brasil, o controle da contaminação microbiológica em ambientes pré-hospitalares móveis ainda é pouco explorado, apesar de sua relevância para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Nesse contexto, a limpeza e desinfecção de ambulâncias têm papel fundamental para garantir a segurança de pacientes e profissionais. Contudo, há escassez de estudos nacionais sobre contaminação de superfícies nesses cenários, com predominância de pesquisas em hospitais com a utilização de múltiplos métodos de avaliação. Em âmbito internacional, os estudos no pré-hospitalar apresentam, em geral, amostras reduzidas e uso de método único de avaliação. Além disso, existe uma lacuna na avaliação do conhecimento, atitudes e práticas dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); quanto à limpeza e desinfecção das ambulâncias, uma vez que inexistem estudos dessa natureza no país. Avaliar a conformidade dos processos de limpeza e desinfecção de superfícies de alta incidência ao toque em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência das regiões sudeste e leste do sul de Minas Gerais, além de analisar conhecimento, atitudes e práticas das equipes. Estudo transversal, descritivo e quantitativo, em duas etapas. A primeira (maio a julho/2025) avaliou superfícies críticas antes e após limpeza por inspeção visual, marcador fluorescente e contagem microbiológica. A segunda (julho a novembro/2025) aplicou inquérito de conhecimento, atitude e prática a enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem. As análises incluíram estatística descritiva e inferencial, testes de associação, medidas de efeito, regressão linear múltipla, Teoria de Resposta ao Item e curva ROC. Etapa 1: analisadas 500 amostras, predominando ambulâncias de suporte básico (70,0%). Pela inspeção visual, no momento após a desinfecção, o colchão da maca, o oxímetro e o glicosímetro foram os itens com maior frequência de reprovação (100%, 80% e 80%, respectivamente). As médias de contagem microbiana foram semelhantes antes e após a limpeza (2,66 vs. 2,73 UFC/cm²). O marcador fluorescente apresentou associação estatisticamente significativa com o tipo de superfície (p = 0,001; V de Cramer = 0,53) e com a inspeção visual (p = 0,048; V de Cramer = 0,20), indicando que a presença de sujidade residual variou de forma mais acentuada entre os diferentes tipos de superfícies e, em menor magnitude, conforme a avaliação visual. As contagens pós-higienização discriminaram superfícies aprovadas e reprovadas (AUC=0,639; p=0,028). Etapa 2: houve diferenças significativas entre categorias: médicos apresentaram menor conhecimento sobre protocolos, desinfetantes e etapas da limpeza (p=0,001); atitudes foram favoráveis, com maior adesão entre técnicos de enfermagem (p=0,001); e práticas mostraram maior variabilidade, especialmente registro da desinfecção, verificação de produtos e acesso à escala de limpeza, com elevado tamanho de efeito. A limpeza e desinfecção das ambulâncias do SAMU mostraram efetividade limitada na redução da carga microbiológica, associada a lacunas de conhecimento técnico e inconsistência na adoção de práticas padronizadas. Os achados reforçam a necessidade de educação permanente, protocolos institucionalizados, monitoramento contínuo e métodos complementares para qualificar a higienização e ampliar a segurança no atendimento pré-hospitalar. O presente estudo evidencia contribuições relevantes não apenas para a enfermagem, mas para todos os profissionais de saúde envolvidos em ambientes móveis de cuidado, ao destacar seu papel central na gestão e execução das práticas de limpeza e desinfecção. Os achados ressaltam a importância do fortalecimento de competências técnicas, da tomada de decisão baseada em evidências e da liderança na implementação de protocolos de segurança. Além disso, fornecem subsídios para a elaboração de estratégias educativas, instrumentos de avaliação e indicadores de qualidade assistencial, promovendo a sistematização das práticas e contribuindo para a redução de riscos relacionados à assistência à saúde no contexto pré-hospitalar. Assim, o estudo reforça a necessidade de abordagem multiprofissional e integrada na promoção de ambientes mais seguros para pacientes e profissionais. |
| Abstract: | In Brazil, the control of microbiological contamination in mobile pre-hospital settings remains largely unexplored, despite its importance for the prevention of healthcare-associated infections. In this context, the cleaning and disinfection of ambulances play a fundamental role in ensuring the safety of patients and healthcare professionals. However, there is a scarcity of national studies on surface contamination in these settings, with a predominance of research in hospitals using multiple evaluation methods. Internationally, prehospital studies generally feature small sample sizes and the use of a single assessment method. Furthermore, there is a gap in the assessment of the knowledge, attitudes, and practices of Mobile Emergency Care Service professionals regarding the cleaning and disinfection of ambulances, as no studies of this nature exist in the country. To evaluate compliance with cleaning and disinfection procedures for high-touch surfaces in ambulances of the Mobile Emergency Care Service in the southeastern and eastern regions of southern Minas Gerais, as well as to analyze the teams’ knowledge, attitudes, and practices. A cross-sectional, descriptive, and quantitative study conducted in two phases. The first stage (May to July 2025) assessed critical surfaces before and after cleaning through visual inspection, fluorescent marker testing, and microbiological counting. The second stage (July to November 2025) administered a survey on knowledge, attitudes, and practices to nurses, physicians, and nursing technicians. Analyses included descriptive and inferential statistics, association tests, effect sizes, multiple linear regression, Item Response Theory, and ROC curves. Stage 1: 500 samples were analyzed, with basic-level ambulances accounting for the majority (70.0%). Upon visual inspection immediately after disinfection, the stretcher mattress, pulse oximeter, and blood glucose meter were the items with the highest failure rates (100%, 80%, and 80%, respectively). The mean microbial counts were similar before and after cleaning (2.66 vs. 2.73 CFU/cm²). The fluorescent marker showed a statistically significant association with the type of surface (p = 0.001; Cramer’s V = 0.53) and with visual inspection (p = 0.048; Cramer’s V = 0.20), indicating that the presence of residual dirt varied more markedly among the different surface types and, to a lesser extent, according to visual assessment. Postcleaning counts distinguished between approved and failed surfaces (AUC = 0.639; p = 0.028). Step 2: there were significant differences between categories: physicians demonstrated less knowledge regarding protocols, disinfectants, and cleaning steps (p = 0.001); attitudes were favorable, with greater adherence among nursing technicians (p=0.001); and practices showed greater variability, especially regarding disinfection documentation, product verification, and access to the cleaning schedule, with a high effect size. The cleaning and disinfection of SAMU ambulances showed limited effectiveness in reducing the microbiological load, due to gaps in technical knowledge and inconsistencies in the adoption of standardized practices. The findings reinforce the need for continuing education, institutionalized protocols, continuous monitoring, and complementary methods to improve sanitation and enhance safety in prehospital care. This study highlights relevant contributions not only for nursing but for all healthcare professionals involved in mobile care settings, emphasizing their central role in the management and execution of cleaning and disinfection practices. The findings underscore the importance of strengthening technical competencies, evidencebased decision-making, and leadership in the implementation of safety protocols. Furthermore, they provide a basis for the development of educational strategies, assessment tools, and indicators of care quality, promoting the systematization of practices and contributing to the reduction of risks related to healthcare in the pre-hospital setting. Thus, the study reinforces the need for a multidisciplinary and integrated approach in promoting safer environments for patients and professionals. |
| Keywords: | Higiene ambiental Contagem de colônias microbianas Serviços médicos de emergência Monitoramento ambiental Conhecimentos Atitudes e prática em saúde Pessoal de saúde Environmental hygiene Microbial colony count Emergency medical services Environmental monitoring Health knowledge Attitudes, and practices Healthcare personnel |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Institution Initials: | UFJF |
| Department: | Faculdade de Enfermagem |
| Program: | Programa de Pós-graduação em Enfermagem |
| Access Type: | Acesso Aberto Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil |
| Creative Commons License: | http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20623 |
| Issue Date: | 16-Mar-2026 |
| Appears in Collections: | Mestrado em Enfermagem (Dissertações) |
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