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Tipo: Tese
Título: O legado poético em construção de Rupi Kaur e a instapoesia de autoria feminina em língua inglesa
Autor(es): Silva, Fernanda Barroso e
Primeiro Orientador: Nogueira, Nícea Helena de Almeida
Membro da banca: Ferreira, Rogério de Souza Sérgio
Membro da banca: Rodrigues, Felipe Fanuel Xavier
Membro da banca: Campos, Laura Barbosa
Membro da banca: Freitas, Luísa Leite Santos de
Resumo: A presente pesquisa investiga a Instapoesia de autoria feminina em Língua Inglesa a partir do trabalho de Rupi Kaur, considerada precursora desse fenômeno. A escrita da indo-canadense inaugura um espaço em que mulheres elaboram novas formas de se posicionar e mostra-se conectada ao projeto de outras Instapoetas, que igualmente mobilizam eixos temáticos e imagens recorrentes, entendidos aqui como lugares-comuns, a fim de deslocar e reescrever padrões sexistas. A constatação desse projeto retórico compartilhado permitiu delinear o conceito de Instapoeta adotado para esta tese e realizar um levantamento de autoras em Língua Inglesa que se colocam no Instagram, cada uma a seu modo, para compreender e melhor analisar esse cenário “pós-Kaur”. Tendo sido elencados e considerados os critérios de exclusão, a pesquisa chegou a três nomes, passando a se concentrar na leitura crítica da produção de Amanda Lovelace, Nikita Gill e Whitney Hanson de modo a observar tanto a forma como essas vozes se entrelaçam na construção de narrativas feministas quanto os modos pelos quais tensionam violências, elaboram memórias e mobilizam elementos de cura para reimaginar a presença das mulheres no mundo. Em todas essas poéticas, a pesquisa encontrou um movimento recorrente: nomear violências e abusos; recusar a naturalização da dor; transformar o trauma em processo de reposicionamento; e insistir em representações de força, autonomia, pertencimento e identidade coletiva. A Instapoesia aparece, assim, como um lugar em que mulheres expõem problemas e feridas, mas também constroem narrativas de empoderamento e de potência, capazes de produzir identificação e de afirmar outro imaginário para o feminino. Do ponto de vista teórico, a pesquisa se apoia em trabalhos como os de Roger Chartier (1998; 2002), Katherine Hayles (2009) e Regina Zilberman (2018) para compreender as textualidades digitais, seus suportes e modos de circulação. Ao dialogar com Sara Ahmed (2022), Nirmal Puwar (2004), Alison Jaggar (1989) e Margareth Rago (2013), é adotada uma lente feminista que permite ler os poemas selecionados como práticas de resistência, elaboração da experiência e construção de “moradas feministas”. Para compreender o teor retórico dos projetos poéticos analisados, são os trabalhos de João Adolfo Hansen (2019), Francis Cairns (1972), Francisco Achcar (1994) e Raíra de Vasconcelos (2021) que são considerados, articulando a noção de topos à repetição de certos motivos e imagens que funcionam como estratégia de insistência política e de construção de uma memória cultural que, ao ser revisitada e construída coletivamente com outras, demonstra uma tentativa subversiva de elaborar uma nova realidade mais justa e menos exclusiva com as mulheres.
Abstract: This research investigates female-authored Instapoetry in the English language through the work of Rupi Kaur, widely regarded as a pioneer of this phenomenon. The writing of the IndoCanadian poet inaugurates a space in which women develop new ways of self-representation, while also connecting to the work of other female Instapoets who similarly mobilize recurring thematic axes and images, understood here as commonplaces, in order to challenge and rewrite sexist patterns. The identification of this shared rhetorical project made it possible to delineate the concept of the Instapoet adopted in this dissertation and to compile a survey of Englishlanguage women authors on Instagram, positioning themselves each in their own way, to understand and better analyze this “post-Kaur” landscape. After establishing and applying exclusion criteria, the study focused on a critical reading of the works of these three key authors: Amanda Lovelace, Nikita Gill, and Whitney Hanson. The analysis examines both how these voices intertwine in the construction of feminist narratives and the ways in which they engage with violence, process memory, and make use of elements of healing to reimagine women’s presence in the world. Across all these poetics, a recurring pattern was identified: naming violence and abuse; refusing the naturalization of pain; transforming trauma into a process of repositioning; and insisting on representations of strength, autonomy, belonging, and collective identity. Instapoetry thus emerges as a space in which women expose problems and wounds but also construct narratives of empowerment and agency capable of fostering identification and affirming alternative imaginaries of the feminine. From a theoretical perspective, the study draws on works such as those of Roger Chartier (1998; 2002), Katherine Hayles (2009), and Regina Zilberman (2018) to understand digital textualities, their material supports, and modes of circulation. In dialogue with Sara Ahmed (2022), Nirmal Puwar (2004), Alison Jaggar (1989), and Margareth Rago (2013), the research adopts a feminist lens that allows the selected poems to be read as practices of resistance, processes of experience-making, and the construction of “feminist dwellings”. To account for the rhetorical dimension of the poetic projects analyzed, the study engages with the works of João Adolfo Hansen (2019), Francis Cairns (1972), Francisco Achcar (1994), and Raíra de Vasconcelos (2021), articulating the notion of topos with the repetition of specific motifs and images. These function as strategies of political persistence and as mechanisms for constructing a cultural memory that, when revisited and collectively built with others, reveals a subversive attempt to imagine a new reality that is more just and less exclusionary for women.
Palavras-chave: Instapoesia
Autoria feminina
Poesia
Feminismo
Instapoetry
Women’s authorship
Poetry
Feminism
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Departamento: Faculdade de Letras
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20621
Data do documento: 8-Mai-2026
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