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Tipo: Dissertação
Título: Ocupar o exílio: corpos profanos e o imaginário de sobrevivência em Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem, de Maryse Condé
Autor(es): Damasceno, Deborah Evangelista
Primeiro Orientador: Machado, Fernanda Murad
Membro da banca: Azara, Michel Mingote Ferreira de
Membro da banca: Campos, Laura Barbosa
Resumo: Em Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem (2023 [1986]), a escritora francófona Maryse Condé narra a trajetória de Tituba, uma história de resistência — à diáspora, ao exílio, ao imaginário de morte. No romance, a autora caribenha mistura ficção e realidade ao retratar a vida dessa personagem negra e escravizada que foi uma das primeiras acusadas de bruxaria, em 1692, nos processos de Salem. A proposta desta dissertação é analisar, à luz do campo dos estudos póscoloniais, e em particular de autores como Sueli Carneiro, Edward Said e Frantz Fanon, e dos estudos sobre a relação entre mulheres e bruxaria, com base em Silvia Federici e Mona Chollet, os recursos literários usados por Condé para construir a subjetividade de sua protagonista. Além disso, pretende-se investigar de que maneiras, ao longo da narrativa, Tituba elabora progressivamente um imaginário de sobrevivência que lhe permite ocupar os diversos exílios impostos e criar formas de resistência a esses e outros obstáculos. Além das análises acima destacadas, com base nos estudos de Saidiya Hartman, serão verificadas as formas de rebeldia que compõe as muitas resistências da protagonista e como, a partir da criação e elaboração de uma subjetividade complexa para a protagonista e sua narrativa, Maryse Condé a insere no contemporâneo, dando à Tituba e à sua existência uma permanência histórica.
Abstract: In Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem (2023[1986]), the francophone writer Maryse Condé portrays the trajectory of Tituba, a resistance story — in the diaspora, at the exile, at the death imaginary. In the novel, the Caribbean author combines fiction and reality depicting the life of this black enslaved character who was one of the first persecuted for witchcraft, in 1692, at the Salem witch trials. This dissertation aims to analyze, at the light of the postcolonial field, and, in particular, authors such as Sueli Carneiro, Edward Said and Frantz Fanon, and the researches of women and witchcraft, as in Silvia Federici and Mona Chollet, the literary devices used by Condé for constructing the subjectivity of the main character. Furthermore, this work intends to investigate in which ways, throughout the narrative, Tituba elaborates progressively a survival imaginary that allows her to fill in the various imposed exiles and create diverse ways to resist these and other obstacles. Additionally to the analysis highlighted above, on the basis of the studies of Saidyia Hartman it will be verified the different kinds of rebellions that constitute the numerous forms of resistances of the main character and how, based on the complex subjective creation and elaboration of the protagonist and her narrative, Maryse Condé inserts the contemporary, giving Tituba and her existence a historical permanence.
Palavras-chave: Exílio
Resistência
Maryse Condé
Tituba
Bruxas de Salem
Exile
Resistance
Salem witch trials
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Departamento: Faculdade de Letras
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20618
Data do documento: 24-Fev-2026
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras - Estudos Literários (Dissertações)



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