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dc.contributor.advisor1Ferreira, Júlia Simone-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5287011867602216pt_BR
dc.contributor.referee1Faria, Alexandre Graça-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4697132876953017pt_BR
dc.contributor.referee2Campos, Laura Barbosa-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0974000196579614pt_BR
dc.creatorPereira, Débora Rodrigues Mendes-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7816147378037749pt_BR
dc.date.accessioned2026-02-19T15:28:46Z-
dc.date.available2026-02-19-
dc.date.available2026-02-19T15:28:46Z-
dc.date.issued2025-11-10-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20283-
dc.description.abstractLe présent travail a pour objectif d’étudier les formes de représentation de la mort dans les œuvres O quarto fechado (2014), de Lya Luft, et L’autre fille (2011), d’Annie Ernaux, en proposant le concept d’« esthétique de la mort » comme clé de lecture. Il part de l’hypothèse que la mort, au-delà d’un fait biologique, est une construction symbolique et historique qui traverse le langage littéraire, organise les subjectivités et se constitue en force esthétique. L’étude adopte une méthodologie herméneutique et comparative, soutenue par les apports de Mikhail Bakhtin, Michel Guiomar, Gaston Bachelard, Maurice Blanchot, Julia Kristeva et Philippe Ariès, entre autres, afin de comprendre la mort comme élément structurant de la narration. Les analyses s’appuient également sur les principes de l’Esthétique de la réception (Jauss et Iser), valorisant le rôle du lecteur dans l’appréhension des sens esthétiques. Dans O quarto fechado, de Lya Luft, la mort traverse le quotidien de la protagoniste Renata, dont le parcours est marqué par des pertes successives, qu’elles soient familiales, affectives ou symboliques. L’espace domestique, les objets et les souvenirs fonctionnent comme des extensions du corps et révèlent la présence spectrale de l’absence. Le langage fragmenté et introspectif de l’auteure produit une atmosphère de deuil et de mélancolie, où la mort est personnifiée et agit comme un agent de transformation du personnage et de la narration. Dans L’autre fille, d’Annie Ernaux, la mort de la sœur aînée de la narratrice déclenche une écriture épistolaire tournée vers l’indicible. L’auteure articule mémoire, imagination et photographie pour reconstruire une identité marquée par l’absence et la culpabilité. L’écriture, dans ce contexte, assume une fonction performative : parler à la sœur morte revient également à se réinscrire symboliquement dans le vécu. Le langage épuré, le silence et les lacunes configurent une poétique de la finitude et de l’altérité. La comparaison entre Ernaux et Luft révèle comment, dans des contextes culturels distincts (France et Brésil), les deux auteures convergent dans la création d’une esthétique qui transforme la mort en matière de langage. La finitude se manifeste non seulement comme thème, mais aussi comme forme à travers la fragmentation, la suspension temporelle et le silence. Dans les deux cas, la mort constitue une expérience de reconfiguration du moi, traversée par la mémoire, la perte et la résistance. Il en conclut que « l’esthétique de la mort », dans ces deux œuvres, dépasse la simple représentation de la fin de la vie ; elle instaure un mode d’écriture qui donne voix à l’indicible, transforme le deuil en création et l’absence en présence littéraire.pt_BR
dc.description.resumoO presente trabalho tem por objetivo investigar as formas de representação da morte nas obras O quarto fechado (2014), de Lya Luft, e L’autre fille (2011), de Annie Ernaux, propondo o conceito de uma “estética da morte” como chave de leitura. Parte-se do pressuposto de que a morte, além de fato biológico, é uma construção simbólica e histórica que atravessa a linguagem literária, organizando as subjetividades e constituindo-se como força estética. O estudo adota uma metodologia hermenêutico-comparativa, sustentada pelos aportes de Mikhail Bakhtin, Michel Guiomar, Gaston Bachelard, Maurice Blanchot, Julia Kristeva e Philippe Ariès, entre outros, para compreender a morte como elemento estruturante da narrativa. As análises se apoiam também nos princípios da Estética da Recepção (Jauss e Iser), valorizando o papel do leitor na apreensão dos sentidos estéticos. Em O quarto fechado, de Lya Luft, a morte atravessa o cotidiano da protagonista Renata, cuja trajetória é marcada por sucessivas perdas dentre elas familiares, afetivas e simbólicas. O espaço doméstico, os objetos e as lembranças funcionam como extensões do corpo e revelam a presença espectral da ausência. A linguagem fragmentada e introspectiva da autora produz uma atmosfera de luto e melancolia, na qual a morte é personificada e atua como agente de transformação da personagem e da narrativa. Já em L’autre fille, de Annie Ernaux, a morte da irmã anterior à narradora desencadeia uma escrita epistolar que se volta ao indizível. A autora articula memória, imaginação e fotografia para reconstruir uma identidade marcada pela ausência e pela culpa. A escrita, nesse contexto, assume função performativa: falar com a irmã morta é também reinscrever-se simbolicamente no lugar do vivido. A linguagem rarefeita, o silêncio e as lacunas configuram uma poética da finitude e da alteridade. A comparação entre Ernaux e Luft revela que ambas as escritoras convergem na criação de uma estética que transforma a morte em matéria de linguagem. A finitude se manifesta como tema e como forma na fragmentação, na suspensão temporal e no silêncio. Em ambas, a morte é experiência de reconfiguração do eu, atravessada por memória, perda e resistência. Conclui-se que a “estética da morte”, nas duas obras, ultrapassa a representação do fim da vida; ela instaura um modo de escrita que dá voz ao indizível, transforma o luto em criação e a ausência em presença literária.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Letras: Estudos Literáriospt_BR
dc.publisher.initialsUFJFpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectEstética da mortept_BR
dc.subjectMemóriapt_BR
dc.subjectLutopt_BR
dc.subjectAnnie Ernauxpt_BR
dc.subjectLya Luftpt_BR
dc.subjectEsthétique de la mortpt_BR
dc.subjectMémoirept_BR
dc.subjectDeuilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.titleA estética da morte em O quarto Fechado, de Lya Luft e L'autre fille de Annie Ernaux pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
Appears in Collections:Mestrado em Letras - Estudos Literários (Dissertações)



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