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Clase: Tese
Título : Processos psicossociais na legitimação da violência de gênero: o papel mediador do sexismo entre estereótipos e mitos de estupro
Autor(es): Ferreira, Monique Bernardes de Oliveira
Orientador: Lourenço, Lelio Moura
Co-orientador: Senra, Luciana Xavier
Miembros Examinadores: Sartes, Laisa Marcorela Andreoli
Miembros Examinadores: Ronzani, Telmo Mota
Miembros Examinadores: Gebara, Carla Ferreira de Paula
Miembros Examinadores: Hauck Filho, Nelson
Resumo: Esta tese investiga os processos psicossociais que sustentam a legitimação da violência de gênero, sobretudo na sociedade brasileira, partindo do pressuposto de que esta violência é mantida não apenas por atos, mas por um sistema coerente de cognições e ideologias. O trabalho está estruturado em dois estudos. O Artigo I realiza uma revisão sistemática da literatura para mapear as associações explicativas entre estereótipos de gênero, sexismo, autoestima e violência de gênero. A revisão identificou um caminho processual (Estereótipos → Sexismo → Violência ←→ Autoestima), culminando na proposição de um modelo teórico que articula como a violência é legitimada. O Artigo II testa empiricamente uma versão refinada deste modelo, focando na legitimação da violência sexual e eliminando a variável Autoestima por falta de correlação com as demais. Utilizando Modelagem por Equações Estruturais (MEE) em uma amostra de 1430 brasileiros (M_idade = 36,11; 63,8% mulheres), o estudo investigou como os Estereótipos de Gênero (Competência e Calorosidade) predizem a aceitação dos Mitos de Estupro (ME), através da mediação paralela do Sexismo Ambivalente (Hostil - SH; e Benevolente - SB). O modelo estrutural apresentou excelente ajuste (CFI = .969; RMSEA = .039) e um poder explicativo elevado, respondendo por 70,9% da variância dos Mitos de Estupro. O achado central é que o Sexismo Hostil (SH) emergiu como o mediador principal e mais forte (β = 0,77), enquanto o Sexismo Benevolente (SB) não apresentou efeito direto significativo. Além disso, os estereótipos de Competência e Calorosidade funcionaram como fatores protetivos, predizendo negativamente o SH. Análises de invariância (configural) e de diferença de grupo (Kruskal-Wallis) confirmaram que, embora a estrutura do modelo seja válida para homens e mulheres, a internalização e a adesão a essas ideologias são moduladas pelo gênero e pela afiliação religiosa. A tese conclui que a legitimação da violência sexual é um processo psicossocial sistêmico, e não um conjunto de crenças isoladas, fornecendo um roteiro empírico para intervenções focadas na desconstrução dos estereótipos que alimentam o Sexismo.
Resumen : This thesis investigates the psychosocial processes that sustain the legitimation of gender-based violence, especially in Brazilian society, based on the premise that this violence is maintained not only by acts, but by a coherent system of cognitions and ideologies. The work is structured in two studies. Article I conducts a systematic review of the literature to map the explanatory associations between gender stereotypes, sexism, self-esteem, and gender-based violence. The review identified a procedural pathway (Stereotypes → Sexism → Violence ←→ Self-esteem), culminating in the proposal of a theoretical model that articulates how violence is legitimized. Article II empirically tests a refined version of this model, focusing on the legitimation of sexual violence and eliminating the Self-esteem variable due to a lack of correlation with the others. Using Structural Equation Modeling (SEM) on a sample of 1430 Brazilians (M_age = 36.11; 63.8% women), the study investigated how Gender Stereotypes (Competence and Warmth) predict the acceptance of Rape Myths (RM), through the parallel mediation of Ambivalent Sexism (Hostile - HS; and Benevolent - BS). The structural model showed an excellent fit (CFI = .969; RMSEA = .039) and a high explanatory power, accounting for 70.9% of the variance in Rape Myths. The central finding is that Hostile Sexism (HS) emerged as the main and strongest mediator (β = 0.77), while Benevolent Sexism (BS) showed no significant direct effect. Furthermore, Competence and Warmth stereotypes functioned as protective factors, negatively predicting HS. Invariance (configural) and group difference (Kruskal-Wallis) analyses confirmed that, although the model's structure is valid for both men and women, the internalization of and adherence to these ideologies are modulated by gender and religious affiliation. The thesis concludes that the legitimation of sexual violence is a systemic psychosocial process, not a set of isolated beliefs, providing an empirical roadmap for interventions focused on deconstructing the stereotypes that fuel Sexism.
Palabras clave : Violência de gênero
Crenças
Atitudes
Estereótipos de gênero
Sexismo
Autoestima
Gender ciolence
Beliefs
Attitudes
Gender stereotypes
Sexism
Self-esteem
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editorial : Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla de la Instituición: UFJF
Departamento: ICH – Instituto de Ciências Humanas
Programa: Programa de Pós-graduação em Psicologia
Clase de Acesso: Acesso Embargado
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI : https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20242
Fecha de publicación : 16-dic-2025
Aparece en las colecciones: Doutorado em Psicologia (Teses)



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