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dc.contributor.advisor1Ramos, Jean Filipe Domingos-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9546609452726454pt_BR
dc.contributor.referee1Silva, Nathane Fernandes da-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8576681256775245pt_BR
dc.contributor.referee2Ferrito, Bárbara de Moraes Ribeiro Soares-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2930640232151840pt_BR
dc.creatorSilva, Bianka Arruda da-
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/pt_BR
dc.date.accessioned2026-01-28T15:30:00Z-
dc.date.available2026-01-22-
dc.date.available2026-01-28T15:30:00Z-
dc.date.issued2025-12-18-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20093-
dc.description.abstractThis study analyzes time poverty as a determining factor in the precarization of female labor in Brazil. The central premise is that the historically structured sexual division of labor imposes upon women the exclusive responsibility for both productive and reproductive work, generating an overload resulting from the double shift. This overload leads to a chronic time deficit that limits women’s full insertion into the labor market. The main objective is to demonstrate that this scarcity of time compels women to accept part-time, informal, or lower-paid, thereby perpetuating a cycle of socioeconomic vulnerability. It is argued that time poverty must be understood as an expression of structural inequality and a direct consequence of the patriarchal social structure that naturalizes gender roles, reinforcing the precarization of working conditions. The critical analysis points out that brazilian labor legislation, although seemingly neutral, ignores this model by being shaped by a male paradigm of full-time availability. Consequently, the lack of effective co-responsibility policies and the rigidity of standard working hours ultimately reinforce gender inequality. It is concluded that combating the precarization of female labor requires labor law to recognize time poverty as a central obstacle. It is fundamental to overcome the logic of false neutrality in public policies and advance toward building a system that promotes the equitable redistribution of reproductive and productive work between men and women, enabling better opportunities and greater autonomy for women in the labor market.pt_BR
dc.description.resumoEste trabalho analisa a pobreza de tempo como fator determinante da precarização do trabalho feminino no Brasil. A premissa central é que a divisão sexual do trabalho, historicamente estruturada, impõe às mulheres a responsabilidade exclusiva pelo trabalho produtivo e reprodutivo, gerando uma sobrecarga decorrente da dupla jornada. Essa sobrecarga resulta em um déficit crônico de tempo que limita a plena inserção feminina no mercado de trabalho. O objetivo principal é demonstrar que essa carência de tempo impele as mulheres a aceitar empregos de tempo parcial, informais ou com menor remuneração, perpetuando um ciclo de vulnerabilidade socioeconômica. Argumenta-se que a pobreza de tempo deve ser compreendida como uma expressão da desigualdade estrutural e uma consequência direta da estrutura social patriarcal que naturaliza os papéis de gênero, reforçando a precarização das condições laborais. A análise crítica aponta que a legislação trabalhista brasileira, embora aparentemente neutra, ignora esse modelo ao ser moldada por um paradigma masculino de disponibilidade integral. Desse modo, a falta de políticas de corresponsabilidade efetivas e rigidez dos padrões de jornada laboral acabam por reforçar a desigualdade de gênero. Conclui-se que o combate à precarização do trabalho feminino exige que o Direito do Trabalho reconheça a pobreza de tempo como um entrave central. É fundamental superar a lógica de falsa neutralidade das políticas públicas e avançar na construção de um sistema que promova a redistribuição equitativa do trabalho reprodutivo e produtivo entre homens e mulheres, viabilizando melhores oportunidades e maior autonomia para as mulheres no mercado de trabalho.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Juiz de Fora - Campus Avançado de Governador Valadarespt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentICSA - Instituto Ciências Sociais Aplicadaspt_BR
dc.publisher.initialsUFJF/GVpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/*
dc.subjectDireito do Trabalhopt_BR
dc.subjectDesigualdade de gêneropt_BR
dc.subjectPobreza de tempopt_BR
dc.subjectDivisão sexual do trabalhopt_BR
dc.subjectPrecarizaçãopt_BR
dc.subjectLabor lawpt_BR
dc.subjectGender inequalitypt_BR
dc.subjectTime povertypt_BR
dc.subjectSexual division of laborpt_BR
dc.subjectPrecarizationpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PRIVADO::DIREITO DO TRABALHOpt_BR
dc.titleA pobreza de tempo como fator de precarização do trabalho feminino no Brasilpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
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