https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20016| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| camilaborgesmachado.pdf | PDF/A | 6.44 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
| Clase: | Tese |
| Título : | Coletivizar o cuidado: vivências e sentidos do trabalho das mulheres sem terra |
| Autor(es): | Machado, Camila Borges |
| Orientador: | Paiva, Fernando Santana de |
| Miembros Examinadores: | Rodrigues, Angélica Cosenza |
| Miembros Examinadores: | Paiva, Sabrina Pereira |
| Miembros Examinadores: | Machado, Bárbara Araújo |
| Miembros Examinadores: | Struwka, Solange |
| Resumo: | Partindo da temática de gênero e trabalho, esta tese investigou os sentidos atribuídos ao trabalho produtivo e reprodutivo por mulheres sem terra e analisou como suas experiências de militância e organização coletiva no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contribuem para a transformação das relações de gênero. A pesquisa foi realizada entre 2021 e 2025, no âmbito do projeto Plantio Solidário, no Assentamento Denis Gonçalves e no Acampamento Roza Cabinda, localizados na Zona da Mata Mineira. O percurso metodológico utilizou a pesquisa-ação participante, fundamentada no materialismo histórico-dialético, articulando observação participante, diário de campo, mutirões agroecológicos, caminhadas históricas e entrevistas de histórias de vida. Roza, Margarida, Elizabeth e Sônia foram as quatro mulheres trabalhadoras rurais sem terra que participaram das entrevistas. Suas narrativas revelaram contradições da reprodução social sob o capitalismo, expressas na sobrecarga de trabalho, no machismo, na crise ecológica e nas tensões internas do próprio Movimento. A análise evidenciou que, apesar dessas contradições, o MST, por meio de seu projeto de sociedade, constitui um espaço privilegiado de desenvolvimento do ser social e de reorganização das relações sociais. Os resultados demonstram que o trabalho produtivo e reprodutivo é vivenciado de forma indissociável, assumindo sentidos de realização, pertencimento, prazer e autonomia, com vivências marcadas pela autenticidade e criatividade, estabelecendo nexos entre o singular, o particular e o universal. Evidenciam, ainda, que a coletivização do cuidado emerge como prática transformadora, desafiando a desvalorização histórica do trabalho reprodutivo, promovendo o enfrentamento das ideologias patriarcais e ampliando a compreensão das mulheres sobre si mesmas. Conclui-se que, por meio da participação no MST, as mulheres sem terra se reconhecem como sujeitas ativas e críticas, capazes de construir visões de mundo solidárias, semeando o florescimento humano em um futuro no qual a terra e o cuidado sejam bens comuns, socializados e partilhados coletivamente. |
| Resumen : | Starting from the theme of gender and work, this thesis investigated the meanings attributed to productive and reproductive labor by landless women and analyzed how their experiences of militancy and collective organization within the Landless Workers’ Movement (MST) contribute to the transformation of gender relations. The research was conducted between 2021 and 2025, within the scope of the Plantio Solidário Project, at the Denis Gonçalves Settlement and the Roza Cabinda Encampment, both located in the Zona da Mata region of Minas Gerais, Brazil. The methodological approach adopted participatory action research, grounded in historical-dialectical materialism, combining participant observation, field diary, agroecological collective work actions (mutirões), historical walks, and life history interviews. Roza, Margarida, Elizabeth, and Sônia were the four landless rural women who participated in the interviews. Their narratives revealed the contradictions of social reproduction under capitalism, expressed through work overload, sexism, ecological crisis, and internal tensions within the Movement itself. The analysis showed that, despite these contradictions, the MST, through its broader social project, constitutes a privileged space for the development of the social being and the reorganization of social relations. The results demonstrate that productive and reproductive labor are experienced in an inseparable way, assuming meanings of fulfillment, belonging, pleasure, and autonomy, with experiences marked by authenticity and creativity, establishing connections between the singular, the particular, and the universal. They also show that the collectivization of care emerges as a transformative practice, challenging the historical devaluation of reproductive labor, promoting the confrontation of patriarchal ideologies, and expanding women’s self-understanding and critical awareness. It is concluded that, through their participation in the MST, landless women recognize themselves as active and critical subjects, capable of building solidary and emancipatory worldviews, sowing human flourishing toward a future in which land and care are understood as common goods— socialized and collectively shared. |
| Palabras clave : | Movimento dos trabalhadores rurais sem Terra Psicologia histórico-cultural Teoria da reprodução social Trabalho Vivência Sentido Gênero Landless workers’ movement (MST) Cultural-historical psychology Social reproduction theory Work Experience Meaning Gender |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editorial : | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla de la Instituición: | UFJF |
| Departamento: | ICH – Instituto de Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Psicologia |
| Clase de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI : | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20016 |
| Fecha de publicación : | 29-sep-2025 |
| Aparece en las colecciones: | Doutorado em Psicologia (Teses) |
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